Entrevista [Tomo e Shannon Leto] - "Aqui, as pessoas são apaixonadas"

Horas antes do concerto no Alive (dia em que se pôs a hipótese, recusada pela banda, de não conseguirem actuar), o Destak falou com Shannon Leto e Tomo Milicevic sobre a paixão mútua entre a banda e o público português, o disco 'This is War' e os escapes além da música.



O que se passa com vocês e Portugal, é mesmo um caso de amor?

É certamente um caso de amor. Nós adoramos isto, é um caso intenso. Nós respondemos à paixão do publico e aqui as pessoas são apaixonadas. E além disso o país é lindíssimo.
O Jared Leto uma vez contou ter viajado pelo sul do país, vocês das restantes vezes pareceram também passear, ir a Sintra, já o conhecem minimamente?

Um pouco, sim. Gostamos de viajar e do que temos visto. O pior que se pode fazer é chegar a um sitio destes e ficar no hotel ou no backstage.

O último disco «This is War» tem sido um grande sucesso; depois do também sucesso de "A Beautiful Lie" estavam receosos de todo? Ainda sentem total liberdade criativa?

Não pensamos muito nisso. Tratamos cada disco com uma viagem própria. E sim, A Beautiful Lie saiu-se muito bem mas não pensávamos nisso depois, só em fazer musica que gostamos e um grande disco. Não em duplicar o sucesso nem sequer o som.

Já trabalham nalgum novo material, conseguem trabalhar na estrada?

Não, ainda não temos ideia de nada. É difícil, ainda estamos na estrada mais 6 meses e mesmo em termos de forças ainda estamos muito focados no This is War, ainda sentimos que há muito trabalho a fazer com este disco.

O vosso público é incrível, há o Echelon toda aquela sensação de culto, quando lançaram o mote do Echelon imaginavam que ia ser assim?

Nao completamente. Era mais uma questão de comunicação entre a banda e o público e foi crescendo. Sempre acreditamos que podia ser algo assim mas estamos muito gratos. É de facto um publico muito especial.
Mas também fazem por isso, tentam falar com os fãs, criar meios de comunicação abertos...

Sim, fazemos sem dúvida por criar a sensação de comunidade. Os 30 Seconds não são só umas pessoas em palco a tocar, há o aspecto visual, há o aspecto de comunidade e levamos tudo muito a sério. Com os fãs é uma conversa a duas vozes.

Também surgem associados a questões ambientais e até politicas sentem que como músicos têm também de ter essa voz?

Não sentimos que temos de ter, mas é algo pelo qual nos interessamos e gostamos de ter um sitio (o site beautifulie.org) onde as pessoas possam ir e ter informações. Mas não nos temos a presunção de nos considerarmos ‘educadores’...

O que fazem para além da banda, o Shannon tem um DJ set, inclusive será mostrado no Loft?

Sim, é um set com um DJ e percussão. E sim é algo que dá muito gozo, um escape à banda no sentido de ser diferente. Mas também temos outra banda.. os CB7...

E para além da música, que gostam de fazer?

Geralmente estamos tão focados na música que é quase difícil. O que quer que dê para carregar energias, como andar de moto.

Há algum tema dos 30STM que vos diga mais de momento, ou prefiram tocar ao vivo?

Varia com as fases, com os dias, muito. Mas agora talvez o «This is War»...

E quando estão em festivais, gostam de ouvir algumas bandas? Por exemplo neste?

Sempre que possível, completamente. Aqui queremos espreitar os Chemical Brothers.

Fonte:

Destak

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